|
INSTRUÇÃO
NORMATIVA Nº 38, DE 14 DE OUTUBRO DE 1999
|
Estabelece a lista de pragas quarentenárias A1 e A2 e as não quarentenárias, que demandam atenção do sistema brasileiro de defesa fitossanitária. |
MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
SECRETARIA
DE DEFESA AGROPECUÁRIA
O
SECRETÁRIO SUBSTITUTO DA SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA do MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o
art. 83, inciso IV, do Regimento Interno da Secretaria, aprovado pela
Portaria Ministerial n. 574, de 8 de dezembro de 1998, e considerando:
a
lista de pragas quarentenárias para o Brasil, constante da Portaria
Ministerial n. 180, de 21 de março de 1996, publicada no Diário Oficial da
União D.O.U. de 25 de março de 1996, suplemento ao nº 58, na qual constam
221 pragas de importância quarentenária para o País;
as
ocorrências fitossanitárias em países vizinhos ao Brasil e as interceptações
mais freqüentes de pragas nas barreiras fitossanitárias internacionais;
as
novas ocorrências de pragas em outras partes do mundo que podem ser
introduzidas e estabelecidas no País, principalmente em função do
crescente interçâmbio comercial;
os
princípios de Análise de Risco de Pragas -ARP, adotados pelo Brasil por
meio da Portaria Ministerial n. 641, de 3 de outubro de 1995, D.O.U. de 10
de outubro de 1995, propostos pelo Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul -COSAVE;
o
que preceitua a Lei n. 9.712, de 20 de novembro de 1998, publicada no D.O.
U. de 23 de novembro de 1998;
a
importância da manutenção do patrimônio fitossanitário nacional para
preservação da competitividade da agricultura brasileira e garantia dos
procedimentos de certificação fitossanitária, tanto em nível interno
quanto externo;
a
nova versão da Convenção Internacional de Proteção dos Vegetais,
aprovada pela 29ª Conferência da Organização das Nações Unidas para
Agricultura e Alimentação- FAO, em Roma, no período de 7 a 18 de novembro
de 1997;
as
notificações de introduções de pragas regulamentadas em áreas indenes
do território nacional;
a
necessidade de implementar os procedimentos de certificação fitossanitária
em relação às Pragas Quarentenárias A2 e Não Quarentenárias
Regulamentadas;
os
comentários recebidos no período de audiência pública relacionados ~
Portaria SDA no 181, de 5 de outubro de 1998, D.O.U. de 8 de outubro de
1998, resolve:
Art.
1º Estabelecer a lista de Pragas Quarentenárias AI, A2 e as Não Quarentenárias
Regulamentadas, que demandam atenção especial de todos os integrantes do
sistema de defesa fitossanitária do País, destacando as de alto risco
potencial para as quais fica estabelecido o Alerta Máximo.
§
1º Caracteriza-se como Alerta Máximo o conjunto ações que devem ser
implementadas no sentido de prevenção, contenção ou controle destas
pragas;
§
2º Declarar em Alerta Máximo as pragas assinalada nos arts. 22 e 32 desta
Instrução Normativa;
Art.
2º As Pragas Quarentenárias AI, entendidas como aquelas não presentes no
País, porém com características de serem potenciais causadoras de
importantes danos econômicos, se introduzidas, são:
ACARINA
Acarus
siro, grãos armazenados;
Aculus
schlechtendali, maçã;
Brevipalpus
chilensis, fruteiras diversas;
Brevipalpus
lewisi, polífaga;
Eotetranychus,
carpini, fruteiras diversas;
Steneotarsonemus
spinki, arroz;
Tetranychus
medanieli, fruteiras diversas;
Tetranychus
pacificus, fruteiras diversas, ornamentais e algodão;
Tetranychus
turkestani, polífaga;
COLEOPTERA
Anaplophora
glabripennis, árvores de madeira dura;
Anthonomus
eugenii, Capsicum spp;
Anthonomus
pyri, pomáceas;
Anthonomus
pomorum, maçã;
Anthonomus
vestitus, algodão;
Anthores
leuconotus, café;
Bixadus
sierricola, café;
Brachycerus
spp., alho, cebola e ervilha;
Bruchidius
spp., ervilha;
Bruchus
spp., ervilha;
Chaectonema
basalis, arroz e trigo;
Conotrachelus
nenuphar, drupáceas e pomáceas;
Dicladispa
armigera, arroz;
Diocalandra
taitense, coco;
Epicaerus
cognatus, batata;
Gryctis
rhinocerus; coco;
Leptinotarsa
decemlineata, batata;
Lissorhoptrus
oryzophilus, arroz e outras gramíneas;
Edythia
quaterna, feijão;
Odoiporus
longicollis, banana;
Ootheca
spp., feijão e soja;
Oryctes
spp., coco;
Othiorhynchus
sulcatus, morango e videira;
Plocaederus
ferrugineus, café e caju;
Premnotrypes
spp., batata;
Prostephanus
truncatus, grãos armazenados em geral;
Rhabdoscelus
obscurus, cana-de-açúcar;
Sophronica
ventralis, café;
Sternochetus
mangiferae, manga;
Trichispa
sericea, arroz;
Trogoderma
granarium, grãos armazenados em geral;
Xylosandrus
compactus, cacau e café;
DIPTERA
Anastrepha
ludens, frutas diversas;
Anastrepha
suspensa, frutas diversas;
Atherigona
oryzae, arroz;
Atherigona
soccata, sorgo, arroz, trigo e milho;
Bactrocera
spp., (exceto B. carambolae), frutas diversas;
Ceratitis
rosa, frutas diversas;
Chromatomyia
horticola, curcubitáceas e hortaliças;
Contarinia
tritici, trigo;
Dacus
spp., frutas diversas e cucurbitáceas;
Delia
spp. (exceto Delia platura), cereais;
Mayetiola
destructor, cereais;
Ophiomyia
phaseoli, feijão;
Orseolia
oryzivora, arroz;
Orseolia
oryzae, arroz e outras gramíneas;
Rhagoletis
cingulata; prunus spp.;
Orseoletis
pomonella, frutas diversas;
Sitodiplosis
mosellana, trigo;
Troxotrypana
curvicauda, mamão:
HEMIPTERA
Aleurocanthus
woglumi, citros;
Aleurocanthus
spiniferus, citros, rosa, videira e pêra;
Bemisia
spp.(complexo de raças e espécies, exceto biótipos A e E), polífaga;
Ceroplastes
destructor, citros e polífaga;
Cicadulina
mbila, milho, trigo, cana-de-açúcar e gramíneas;
Diuraphis
noxia, trigo, cevada, aveia e centeio;
Eurigaster
intregriceps, trigo, triticale, centeio e aveia;
Helopeltis
antonii, caju;
Lygus
spp., algodão;
Maconellicoccus
hirsutus, polífaga;
Perkinsiella
saccharicida, cana-de-açúcar;
Planococcoides
njalensis, cacau e café;
Planococcus
lilacinus, citros, café e cacau;
Pseudococcus
comstocki, maçã, pêra, pêssego e café;
Rastrococcus
invadens, manga;
HYMENOPTERA
Cephus
cinctus, trigo, triticale, aveia e centeio;
Cephus
pygmaeus, trigo, triticale, aveia e centeio;
LEPIDOPTERA
Agrius
convolvuli, citros;
Agrotis
segetum, algodão e cucurbitáceas;
Anarsia
lineatella, Prunus spp., pêra;
Amyelois
transitella, amêndoas, nozes e laranja;
Argyrogramma
signata, crucíferas, legumes e girassol;
Carposina
niponensis, frutas diversas;
Cephonodes
hylas, café;
Chilo
partellus, sorgo e milho;
Chilo
supressalis, arroz;
Cryptophlebia
leucotreta, frutas diversas;
Cydia
spp.(exceto.C. molesta, C. araucariae e C. pomonella), frutas diversas;
Dyspessa
ulula, alho e cebola;
Earias
biplaga, algodão e cacau;
Earias
insulana, algodão;
Ectomyelois
ceratoniae, nozes e sementes;
Eldana
saccharina, milho, sorgo arroz e cana-de-açúcar;
Erionota
thrax, banana e coco;
Helicoverpa
armigera, algodão;
Lampides
boeticus, feijão e soja;
Leucinodes
orbonalis, batata e tomate;
Leucoptera
meyricki, café;
Lobesia
botrana, uva, oliva e framboesa;
Mocis
repanda, arroz, milho, cana-de-açúcar e gramíneas forrageiras;
Mythimna
loreyi, arroz e milho;
Mythimna
separata, arroz, milho, sorgo, trigo e cana-de-açúcar;
Nacoleia
octasema, banana e milho;
Ostrinia
furcanalis, milho;
Ostrinia
nubilalis, milho;
Othreis
fullonia, citros, banana e tomate;
Parasa
lepida, abacaxi, café, cacau, coco e outras palmáceas;
Pectinophora
scutigera, algodão e outras malváceas;
Platynota
stultana, polífaga;
Prays
citri, citros;
Scirpophaga
incertula, arroz;
Sesamia
inferens, trigo, triticale, aveia e centeio;
Thaumatopoea
pityocampa, Pinus spp;
NEMATODA
Anguina
agrostis, Agrostis spp., Dactylis spp., Lolium spp. e Poa spp.;
Anguina
tritici, trigo, aveia, cevada e centeio;
Bursaphelenchus
xylóphilus, Pinus spp., bálsamo e cedro;
Ditylenchus
angustus, arroz;
Ditylenchus
destructor, batata e bulbos florais;
Ditylenchus
dipsaci (todas as raças, exceto as do alho), polífaga;
Globodera
pallida, batata, tomate e berinjela;
Globodera
rostochiensis, batata, tomate e berinjela;
Heterodera
schachtii, beterraba;
Heterodera
punctata, milho e trigo;
Heterodera
oryzae, arroz;
Heterodera
oryzicola, arroz;
Heterodera
sacchari, arroz;
Heterodera
trifolii, soja;
Heterodera
zeae, milho;
Meloidogyne
chitwoodi, batata;
Nacobbus
aberrans, batata e tomate;
Nacobbus
dorsalis, batata;
Pratylenchus
fallax, frutíferas, rosa, morango e crisântemo;
Pratylenchus
scribneri, milho, tomate, beterraba, cebola, soja, batata e orquídea;
Pratylenchus
thornei, trigo, maçã, rosa e ornamentais;
Pratylenchus
vulnus, banana, citros e tomate;
Punctodera
chalcoensis, milho;
Radopholus
citrophilus, citros;
Rotylenchulus
parvus, cana-de-açúcar e milho;
Subanguina
radicicola, gramíneas;
Xiphinema
italiae, videira, frutíferas e coníferas;
PROCARIONTES
Citrus
greening bacterium, citros;
Clavibacter
iranicus, trigo;
Clavibacter
michiganensis spp. insidiosus, alfafa e trevo;
Clavibacter
michiganensis spp. nebraskensis, milho;
Clavibacter
michiganensis spp. sepedonicus, batata;
Clavibacter
tritici, trigo;
Curtobacterium
fiaccumfaciens pu. fiaccumfaciens, leguminosas;
Erwinia
izmylovora, rosáceas;
Pantoea
stewartii, milho;
Pseudomonas
syringae pv. phaseolicola, feijão;
Spiroplasma
citri (Stubborn), citros;
Xanthomonas
campestris pu. cassauae, mandioca;
Xanthomonas
axonopodis pu. citri (Biotipos B e E), citros;
Xanthomonas
oryzae pu. orizae, arroz;
Xanthomonas
oryzae pv. orizicola, arroz;
Xylella
fastidiosa (peach phony disease), pêssego;
Xylophilus
ampelinus, uva;
PHYTOPLASMA,
VIRUS E VIRÓIDES
African
cassava mosaic virus, mandioca;
Apple
chat fruit MLO, maçã;
Apple
proliferation MLO; maçã;
Banana
bunch top virus, banana;
Barley
stripe mosaic virus, trigo e cevada;
Cadang
cadang viroid, coco;
NEMATODA
Anguina
agrostis, Agrostis spp., Dactylis spp., Lolium spp. e Poa spp;
Anguina
tritici, trigo, aveia, cevada e centeio;
Bursaphelenchus
xylóphilus, Pinus spp., bálsamo e cedro;
Ditylenchus
angustus, arroz;
Ditylenchus
destructor, batata e bulbos florais;
Ditylenchus
dipsaci (todas as raças, exceto as do alho), polífaga;
Globodera
pallida, batata, tomate e berinjela;
Globodera
rostochiensis, batata, tomate e berinjela;
Heterodera
schachtii, beterraba;
Heterodera
punctata, milho e trigo;
Heterodera
oryzae, arroz;
Heterodera
oryzicola; arroz;
Heterodera
sacchari, arroz;
Heterodera
trifolii, soja;
Heterodera
zeae, milho;
Meloidogyne
chitwoodi, batata;
Nacobbus
aberrans, batata e tomate;
Nacobbus
dorsalis, batata;
Pratylenchus
fallax, frutíferas, rosa, morango e crisântemo;
Pratylenchus
scribneri, milho, tomate, beterraba, cebola, soja, batata e orquídea;
Pratylenchus
thornei, trigo, maçã, rosa e ornamentais;
Pratylenchus
vulnus, banana, citros e tomate;
Punctodera
chalcoensis, milho;
Radopholus
citrophilus, citros;
Rotylenchulus
parvus, cana-de-açúcar e milho;
Subanguina
radicicola, gramíneas;
Xiphinema
italiae, videira, frutíferas e coníferas;
PROCARIONTES
Citrus
greening bacterium, citros;
Clavibacter
iranicus, trigo;
Clavibacter
michiganensis spp. insidiosus, alfafa e trevo;
Clavibacter
michiganensis spp. nebraskensis, milho;
Clavibacter
michiganensis spp. sepedonicus, batata;
Clavibacter
tritici, trigo;
Curtobacterium
flaccumfaciens pu. flaccumfaciens, leguminosas;
Erwinia
izmylovora, rosáceas;
Pantoea
stewartii, milho;
Pseudomonas
syringae pv. phaseolicola, feijão;
Spiroplasma
citri (Stubborn), citros;
Xanthomonas
campestris pu. cassauae, mandioca;
Xanthomonas
axonopodis pu. citri (Biotipos B e E), citros;
Xanthomonas
oryzae pv. orizae, arroz;
Xanthomonas
oryzae pv. orizicola, arroz;
Xylella
fastidiosa (peach phony disease), pêssego;
Xylophilus
ampelinus, uva;
PHYTOPLASMA,
VIRUS E VIRÓIDES
African
cassava mosaic virus, mandioca;
Apple
chat fruit MLO, maçã;
Apple
proliferation MLO; maçã;
Banana
bunch top virus, banana;
Barley
stripe mosaic virus, trigo e cevada;
Cadang
cadang viroid, coco;
Fiji
disease virus, cana-de-açúcar;
Grapevine
flavescente dorée-MLO, uva;
Palm
lethal yellowing-MLO, coco e outras palmáceas;
Pea
seed born mosaic virus, ervilha;
Peach
rosette MLO, pêssego;
Peach
yellow MLO, ameixa;
Pear
decline, MLO, pêra;
Plum
Pox virus, ou Sharka virus-PPV, Prunus spp.;
Potato
Spindle Tuber viroide -PSTVd, batata;
Prune
dwarf virus, Prunus spp;
Prunus
necrotic ring spot virus, Prunus spp.;
Sugarcane
Sereh disease virus, cana-de-açúcar;
Swollen
shoot virus, cacau;
Tomato
ring spot virus, tomate;
FUNGOS
Alternaria
vitis, uva;
Alternaria
triticina, trigo;
Thecaphora
solani, batata;
Apiosporina
morbosa, Prunus spp.;
Aureobasidium
lini, algodão;
Cercospora
sorghi, sorgo e milho;
Cladosporium
alli-cepae, cebola e cebolinha;
Cladosporium
pisicolum, ervilha;
Colletotrichum
kahawae, café;
Dactyliochaeta
glycines (Pyrenochaeta glycines), soja;
Entyloma
oryzae, arroz;
Balansia
oryzae-sativae, arroz;
Fusarium
oxysporium f sp. elaidis, palma africana;
Fusarium
oxysporium f sp. radicis lycopersici, tomate;
Gibberella
fujikuroi, arroz;
Gibberella
xylarioides, café;
Glomerella
cingulata, café;
Glomerella
manihotis, mandioca;
Gymnosporangiumm
spp., pomaceas e rosáceas ornamentais;
Haplobasidion
musae, banana;
Heliococeras
spp., arroz
Hemileia
coffeicola, café;
Hendersonia
oryzae, arroz;
Cephalosporium
gramineum, trigo;
Moniliophthora
roreri; cacau;
Mycosphaerella
zeae-maydis, milho;
Nectria
galligena, maçã e pêra;
Oncobasidium
theobromae, cacau;
Oospora
oryzetorum, arroz;
Polyscytalum
pustulans, batata;
Gaeumannomyces
graminis var. graminis, arroz;
Periconia
circinata, sorgo;
Phoma
exigua var. foveata, batata;
Phoma
tracheiphila, citros;
Phomopsis
anacardii, caju;
Phyllosticta
solitaria, maçã;
Phymatotrichopsis
omnivora, polífaga;
Physopella
ampelopsidis, uva;
Phytophthora
boehmeriae, citros;
Phytophthora
cryptogea, tomate;
Phytophthora
erythroseptica, batata;
Phytophthora
megasperma f sp. glycinea, soja;
Plamospara
halstedii (exceto raça 2), girassol;
Polyspora
lini, algodão;
Puccinia
erianthi, cana-de-açúcar;
Puccinia
kuchnii, cana-de-açúcar;
Sphacelotheca
sacchari, cana-de-açúcar;
Stagonospora
sacchari, cana-de-açúcar;
Synchytrium
endobioticum, batata;
Tilletia
controversa, trigo e cevada;
Tilletia
indica, trigo;
Urocystis
agropyri, trigo;
ERVAS
DANINHAS
Cirsium
arvense;
Striga
spp.;
Thenatherum
caput-medusae;
§
1º O Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal- DDIV, desta Secretaria,
deverá providenciar a elaboração dos Planos Emergenciais de Prevenção e
Controle para todas as pragas em Alerta Máximo definidas neste artigo.
§
2º O DDIV deverá solicitar ao Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária,
sob a coordenação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária -EMBRAP
A, o apoio para a realização destes Planos.
§
3º Os planos emergenciais elaborados, deverão ser encaminhados às
Unidades da Federação para análise e adaptação objetivando sua
aplicabilidade às condiçÕes locais. Caberá às Comissões de Defesa
Sanitária Vegetal -CDSV a execução deste procedimento, bem como a aplicação
dos planos quando da notificação da introdução de praga AI na sua
Unidade da Federação.
Art.
3º As Pragas Quarentenárias A2, entendidas aquelas de importância econômica
potencial, já presentes no país, porém não se encontram amplamente
distribuídas e possuem programa oficial de controle, são as abaixo
relacionadas, com os respectivos estados onde já foram detectadas:
Bactrocera
carambolae, carambola, manga, maçaranduba, sapoti, goiaba, jambos, caju,
jaca, gamuto, fruta-pão, bilimbi, pimenta picante, abiu, citros, pitanga,
bacupari, tomate, amendoeira, cajá, ingá e jujuba -AP;
Crinipellis
perniciosa, cacau e cupuaçu -AC, AM, AP, BA, GO, MS, MT, P A,
RO,
RR e TO;
Cydia
pomonella, maçã e frutas da família rosácea -RS e SC;
Guignardia
citricarpa, citros -RJ e SP;
Mycosphaerella
fijiensis, banana -AC, AM, MT e RO;
Ralstonia
solanacearum raça 2, banana e Heliconia spp. -AL, AM, AP e PA;
Sirex
noctilio, Pinus spp. -PR, RS e SC;
Xanthomonas
axonopodis pv. citri, citros. -MS, PR, RS, SC e SP;
Xanthomonas
campestris pv. passifZorae, maracujá -PA;
Xanthomonas
campestris pv. viticola, uva -BA, PE e PI;
Xylella
fastidiosa, citros -DF, BA, GO, MG, MS, MT, PA, RJ, RS, SC e SP;
§
1º As pragas listadas neste artigo deverão ser objeto de Planos de
Controle e Planos de Ações Preventivas elaborados pelas Comissões de
Defesa Sanitária Vegetal -CDSV e encaminhados ao Departamento de Defesa e
Inspeção Vegetal - DDIV, desta Secretaria, para aprovação.
§
2º As CDSV dos estados serão também responsáveis pela apresentação de
Planos para o estabelecimento de Áreas Livres ou de Baixa Prevalência de
Pragas, quando da existência de condicionantes que permitam, por meio de
evidência científica, sua caracterização.
Art.
4º As Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas, entendidas como aquelas não
quarentenárias cuja presença em plantas, ou partes destas, para plantio,
influi no seu uso proposto com impactos econômicos inaceitáveis, são:
PVX
vírus, batata;
PVY
vírus, batata;
PLRV
vírus, batata;
PVS
vírus, batata;
Alternaria
spp. , batata;
Erwínia
spp. , batata;
Fusarium
solani (Tipo eumartii), batata;
Fusarium
spp., batata.,
Meloidogyne
spp. batata e café;
Phytophthora
infestans, batata;
Ralstonia
solanacearum, batata;
Rhizoctonia
solani, batata;
Spongospora
subterranea, batata;
Streptomyces
spp., batata;
§
1º Os índices de tolerância para cada praga estão estabelecidos em
Portarias específicas.
§
2º Outras Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas deverão ser definidas
por grupo específico de acordo com a Portaria MA n. 71, de 22 de fevereiro
de 1999, publicada no D.O.U. de 23 de fevereiro de 1999, e preparados os
seus respectivos planos de controle e prevenção pelo Grupo Técnico
Permanente citado no art. 3º da citada Portaria.
§
3º As pragas citadas em outras normas e regulamentos relacionadas a
material de propagação e que preencham os requisitos para sua caracterização
como Não Quarentenárias Regulamentadas também deverão ser discutidas
pelo grupo citado no § 12 deste artigo, quanto à proposição de seus níveis
de tolerância.
Art.
5º O Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal -DDIV deverá providenciar
o encaminhamento ao COSAVE dos documentos necessários paz:.a caracterização,
por aquela entidade, das pragas que ainda não estejam identificadas como
Quarentenárias A2 para o Brasil e constem do art. 3º, bem como as Análises
de Risco de Pragas relacionadas aos organismos que ainda não constem da
lista de Quarentenárias A1, proposta para o Brasil por aquele Comitê, e
estejam listados no art. 2º desta Instrução Normativa. "
Art.
6º Estabelecer a obrigatoriedade da notificação ao Departamento de Defesa
e Inspeção Vegetal - DDIV, desta Secretaria, de detecção ou caracterização
de qualquer praga listada nos arts. 22 e 32 desta Instrução Normativa ou
qualquer outra considerada inexistente no Território Nacional, por todas as
entidades que realizem pesquisas na área de fitos sanidade e pelas
categorias profissionais diretamente vinculadas à área de defesa sanitária
vegetal de qualquer órgão ou entidade do Sistema de Defesa Agropecuária.
Parágrafo
único. A divulgação da presença de nova praga no país deverá ser feita
por esta Secretaria, após efetuar um levantamento de sua distribuição
geográfica e de suas possibilidades de controle e erradicação, conforme
estabelecido pela Portaria lnterministerial n. 290, de 15 de abril de 1996.
Parágrafo
único. As Delegacias Federais de Agricultura, com o apoio das CDSV, deverão
divulgar documentos informativos com os Alertas Quarentenários, além de
outros, para seus fiscais agropecuários, profissionais que atuam na área
de controle de trânsito de vegetais e seus produtos, como os que emitem a
Permissão de Trânsito e Certificado Fitossanitário de Origem e aos meios
de comunicação interessados no trabalho de prevenção de pragas
regulamentadas.
Art.
8º Determinar ao DDlV que gestione junto aos órgãos públicos que
regulamentam o transporte aéreo, marítimo, fluvial, ferroviário e rodoviário
do País, para que informem aos seus clientes das exigências fitos sanitárias
para o transporte de produtos vegetais, como Certificado Fitossanitário e
Permissão de Trânsito orientando para que procurem os Serviços de Defesa
Vegetal nos Estados para obtenção de maiores informações.
Art.
9º As pragas listadas nos arts. 22 e 32 desta Instrução Normativa, quando
couber, deverão estar incluídas nos itens de negociação dos protocolos
internacionais celebrados por esta Secretaria.
Art.
10. As indicações de prod\ltos fitossanitários ainda não registrados
para as pragas citadas nesta Portaria, deverão ter prioridade em seu
registro ou extensão de uso, conforme o caso.
Parágrafo
único. Deverá ser dada prioridade aos procedimentos de importação de
material destinado à pesquisa científica, que objetivam apoiar as ações
de prevenção e controle das pragas mencionadas nos arts. 2º e 3º desta
Instrução Normativa.
Art.
11. O não cumprimento das disposições desta Portaria sujeitará os
infratores ao disposto no Decreto-Lei n. 24.114/34 e ao que preceitua sobre
o tema o art. 259 do Código Penal.
Art.
12. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação,
ficando revogada a Portaria n. 181, de 5 de outubro de 1998, publicada no Diário
Oficial
da União de 8 de outubro de 1998, devendo ser republicada periodicamente
para atualização de seus dados.
ANTONIO
JORGE CAMARDELLI
|